{"id":451,"date":"2015-11-16T11:38:19","date_gmt":"2015-11-16T11:38:19","guid":{"rendered":"http:\/\/paroquiasjoaobosco.com\/wp\/?page_id=451"},"modified":"2015-11-18T00:38:47","modified_gmt":"2015-11-18T00:38:47","slug":"pastorais-2","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/paroquiasjoaobosco.com\/index.php\/pastorais-2\/","title":{"rendered":"Pastorais"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h2>O que \u00e9 A\u00e7\u00e3o Pastoral?<\/h2>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo o Conc\u00edlio Vaticano II, na constitui\u00e7\u00e3o pastoral Gaudium et Spes, \u201cpastoral\u201d consiste em se debru\u00e7ar sobre as aspira\u00e7\u00f5es e as ang\u00fastias dos homens para lhes propor, a partir delas, a mensagem crist\u00e3. Pastoral n\u00e3o se limita a a\u00e7\u00e3o dos pastores, mas a a\u00e7\u00e3o de toda a comunidade, de toda a Igreja.<\/p>\n<p>Num sentido amplo, Pastoral \u00e9 toda a a\u00e7\u00e3o da Igreja e sua miss\u00e3o neste mundo. A Igreja n\u00e3o existe para si mesma, mas em fun\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o de anunciar Jesus Cristo e fazer acontecer o Reino de Deus.<\/p>\n<p>O Diret\u00f3rio Geral para a Catequese (DGC) de 1997, diz que a miss\u00e3o evangelizadora da Igreja se realiza em tr\u00eas etapas:<\/p>\n<p>a. A\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria: faz o primeiro an\u00fancio de Jesus Cristo (querigma) a povos ou pessoas que n\u00e3o o conhecem, ou que, tendo j\u00e1 conhecido, hoje vivem afastados do Evangelho (\u00e9 a chamada nova evangeliza\u00e7\u00e3o); \u00e9 a atividade que leva as pessoas a uma ades\u00e3o e convers\u00e3o a Jesus Cristo.<\/p>\n<p>b. A\u00e7\u00e3o Catequ\u00e9tica: educa e aprofunda a f\u00e9 dos que j\u00e1 aderiram Jesus Cristo e querem ingressar na comunidade, atrav\u00e9s de uma inicia\u00e7\u00e3o completa, ou necessitam estruturar melhor sua convers\u00e3o; \u00e9 o momento do aprofundamento e amplia\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia da f\u00e9, seus elementos e suas exig\u00eancias.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o Pastoral: para as pessoas que, tendo sido iniciadas na f\u00e9 pela catequese, j\u00e1 s\u00e3o crist\u00e3os adultos, mas necessitam continuar alimentando a pr\u00f3pria f\u00e9, crescendo sempre mais e transformando a f\u00e9 em obras, em servi\u00e7o aos irm\u00e3os e \u00e0 comunidade (cf. DGC.49). Neste sentido, pastoral \u00e9 tudo aquilo que a Igreja realiza e que \u00e9 distinto de evangeliza\u00e7\u00e3o e catequese.<\/p>\n<p>Esta a\u00e7\u00e3o pastoral envolve, entre outras coisas, o servi\u00e7o aos necessitados, o di\u00e1logo com o mundo, a den\u00fancia prof\u00e9tica, a dimens\u00e3o celebrativa, a participa\u00e7\u00e3o na comunidade, o estudo da f\u00e9 e a espiritualidade.<\/p>\n<p>Aplicando esse conceito de pastoral \u00e0s v\u00e1rias dimens\u00f5es ou setores da comunidade eclesial, que representam um servi\u00e7o aos irm\u00e3os e \u00e0 comunidade, tem-se as pastorais ou \u201ca\u00e7\u00f5es pastorais\u201d: Pastoral da Juventude, Familiar, da Comunica\u00e7\u00e3o, da Crian\u00e7a, Vocacional \u00a0e muitas outras. Em algumas a presen\u00e7a dos leigos \u00e9 fundamental e em outras a presen\u00e7a dos padres e religiosos \u00e9 mais significativa, como na Pastoral Indigenista e Pastoral da terra.<\/p>\n<h2>\u00a0Os Minist\u00e9rios da Igreja<\/h2>\n<p>Devemos distinguir bem entre minist\u00e9rios e servi\u00e7os eclesiais. Os servi\u00e7os eclesiais s\u00e3o m\u00faltiplos e variados. Cada crist\u00e3o \u00e9 chamado a contribuir. O servi\u00e7o eclesial \u00e9 uma exig\u00eancia da pr\u00f3pria perten\u00e7a \u00e0 comunidade. S\u00e3o sinais de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os Minist\u00e9rios n\u00e3o s\u00e3o simples tarefas. S\u00e3o servi\u00e7os eclesiais, que se fazem em nome e por autoridade da Igreja. Por isso, s\u00e3o conferidos pelo Bispo ou por quem foi por ele delegado. Quando se fala em minist\u00e9rios trata-se de servi\u00e7os especiais e importantes para o crescimento da comunidade.<\/p>\n<p>Entre os minist\u00e9rios podemos distinguir:<\/p>\n<ul>\n<li>Os minist\u00e9rios ordenados s\u00e3o aqueles conferidos pelo Sacramento da Ordem. \u00c9 minist\u00e9rio confiado aos bispos, padres e di\u00e1conos.<\/li>\n<li>Os minist\u00e9rios n\u00e3o-ordenados s\u00e3o aqueles que podem ser exercidos pelos crist\u00e3os leigos ou religiosos, desde que tenham provis\u00e3o dada pelo bispo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Todos os minist\u00e9rios partem da dignidade comum a todo crist\u00e3o: o Batismo. Algu\u00e9m s\u00f3 recebe um minist\u00e9rio se for batizado. Na comunidade crist\u00e3, possu\u00edmos todos a mesma dignidade, somos todos crist\u00e3os, pelo Batismo. O que nos difere s\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es e os minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar alguns crit\u00e9rios:<\/p>\n<ul>\n<li>Uma escolha acertada: n\u00e3o basta desejar o minist\u00e9rio, precisa ter qualidades para isso. Melhor ainda quando a escolha parte da indica\u00e7\u00e3o da comunidade, que reconhece naquela pessoa as qualidades necess\u00e1rias.<\/li>\n<li>Uma forma\u00e7\u00e3o adequada: isso \u00e9 fundamental para a comunidade e para a pessoa que ir\u00e1 exercer o minist\u00e9rio. A prepara\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser apenas em um encontro.<\/li>\n<li>Uma vis\u00e3o clara de Igreja: \u00a0um minist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 promo\u00e7\u00e3o, \u00e9 servi\u00e7o. \u00c9 algo de Igreja. Quem o assume deve ter vis\u00e3o clara da Igreja hoje, com a consci\u00eancia de que est\u00e1 servindo \u00e0 Igreja.<\/li>\n<li>Participa\u00e7\u00e3o da comunidade: a comunidade deve participar da indica\u00e7\u00e3o das pessoas para um minist\u00e9rio, atrav\u00e9s do CPP, sob a orienta\u00e7\u00e3o do presb\u00edtero.<\/li>\n<li>Investidura eclesial: \u00e9 o bispo quem d\u00e1 o minist\u00e9rio em nome da Igreja. O minist\u00e9rio \u00e9 um servi\u00e7o da Igreja e nela \u00e9 o pastor quem confia as fun\u00e7\u00f5es eclesiais a serem exercidas em nome da Igreja.<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote>\n<h2>A Igreja Particular<\/h2>\n<\/blockquote>\n<p>A diocese \u00e9 chamada a viver o dinamismo da comunh\u00e3o-miss\u00e3o. Jo\u00e3o Paulo II disse em Santo Domingo: \u201cEm torno do Bispo e em perfeita comunh\u00e3o com ele, devem florescer as par\u00f3quias e as comunidades crist\u00e3s como c\u00e9lulas vivas e pujantes de vida eclesial\u201d (SD 25).<\/p>\n<p>O esp\u00edrito de comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o deve ser o grande ideal de uma Igreja Particular. A comunh\u00e3o de todas as par\u00f3quias se faz pelo planejamento diocesano de pastoral, se realiza na busca de uma caminhada conjunta, amadurece com os programas comuns e se promove pelo conhecimento das necessidades e avan\u00e7os.<\/p>\n<p>A Igreja Particular s\u00f3 se faz com a soma das comunidades existentes. E por ser \u201cparticular\u201d congrega o \u201cPovo de Deus de um lugar ou regi\u00e3o, conhece de perto a vida, a cultura, os problemas de seus integrantes, e \u00e9 chamada a gerar ali com todas as for\u00e7as, sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, a promo\u00e7\u00e3o humana, a incultura\u00e7\u00e3o da f\u00e9\u201d (SD 55).<\/p>\n<p>S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel construir uma Igreja diocesana com fisionomia pr\u00f3pria, quando todos os crist\u00e3os e todas as par\u00f3quias se sentirem co-respons\u00e1veis pela Diocese. E isso s\u00f3 se alcan\u00e7a se houver profunda comunh\u00e3o e efetiva participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<h2>A Par\u00f3quia<\/h2>\n<\/blockquote>\n<p>O documento de Santo Domingo (SD 58-60) traz alguns conceitos muito ricos sobre a Par\u00f3quia:<\/p>\n<ul>\n<li>A Par\u00f3quia \u00e9 a comunidade de comunidades, pastorais e movimentos. E d\u00e1 a raz\u00e3o: porque \u201cacolhe as ang\u00fastias e esperan\u00e7as dos homens, anima e orienta a comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d. Portanto, a par\u00f3quia, al\u00e9m de ser comunidade de comunidades, est\u00e1 muito ligada \u00e0 vida dos que vivem em seu territ\u00f3rio.<\/li>\n<li>Par\u00f3quia n\u00e3o \u00e9 apenas territ\u00f3rio. O documento diz: n\u00e3o \u00e9 territ\u00f3rio, nem estrutura, nem edif\u00edcio, mas \u00e9 \u201ca fam\u00edlia de Deus, como uma fraternidade animada pelo Esp\u00edrito de unidade\u201d. A par\u00f3quia deveria ser a fam\u00edlia das fam\u00edlias, a grande fam\u00edlia. Ou ainda: uma fraternidade animada pelo Esp\u00edrito de unidade, que gera unidade.<\/li>\n<li>Par\u00f3quia: comunidade org\u00e2nica. Uma par\u00f3quia deveria ser uma realidade de entrosamento entre p\u00e1roco e fi\u00e9is, entre pastorais e movimentos, entre programas e realiza\u00e7\u00f5es. \u201cA par\u00f3quia, comunh\u00e3o org\u00e2nica e mission\u00e1ria, \u00e9 assim uma rede de comunidades\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tarefas da par\u00f3quia:<\/p>\n<p>1.A primeira tarefa \u00e9 agregar a por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus que lhe \u00e9 confiada. Esta fun\u00e7\u00e3o se realiza concretamente em:<\/p>\n<ul>\n<li>Celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica dominical;<\/li>\n<li>Assembl\u00e9ia por ela gerada e \u00e0 qual se referem os sacramentos que marcam as etapas da vida crist\u00e3.<\/li>\n<\/ul>\n<p>2.A segunda tarefa \u00e9 a do an\u00fancio mission\u00e1rio e do an\u00fancio continuado no interior da pr\u00f3pria comunidade crist\u00e3 (an\u00fancio da vida e palavra de Jesus Cristo).<\/p>\n<p>Essa tarefa depende muito da criatividade de cada ministro. A primeira e a segunda tarefa s\u00e3o necess\u00e1rias para que a Igreja possa existir.<\/p>\n<p>3.A terceira tarefa ou fun\u00e7\u00e3o \u00e9 acolher e transformar as necessidades humanas (religiosas, sociais, antropol\u00f3gicas) do povo que mora no seu espa\u00e7o. Fun\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria e caritativa e depende das necessidades do povo.<\/p>\n<p>4.Uma quarta fun\u00e7\u00e3o deriva naturalmente das outras: \u00e9 o cuidado da comunh\u00e3o, das rela\u00e7\u00f5es entre as diversas pastorais, movimentos, comunidades. Cuidado da comunh\u00e3o e relacionamento entre par\u00f3quias, os setores pastorais.<\/p>\n<p>Para chegar a isso \u00e9 indispens\u00e1vel:<\/p>\n<p>1.Renovar a par\u00f3quia a partir das estruturas. Nem tudo o que serviu no passado pode ser \u00fatil no presente. A sociedade moderna gerou \u00a0novas necessidades. Uma par\u00f3quia renovada \u00e9 aquela que sabe dar respostas adequadas \u00e0s necessidades que surgem.<\/p>\n<blockquote>\n<h2>Processo Pastoral<\/h2>\n<\/blockquote>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como fazer um bom processo pastoral sem tr\u00eas aspectos b\u00e1sicos:<\/p>\n<ul>\n<li><strong><em>Planejamento;<\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>Coordena\u00e7\u00e3o;<\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>Controle e Avalia\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os objetivos gerais da diocese devem ser os mesmos da par\u00f3quia. Foram aprovados em assembl\u00e9ia diocesana, representam as prioridades da diocese; Os objetivos espec\u00edficos \u00e9 que mudam de acordo com a realidade da par\u00f3quia; O CPP \u00e9 o lugar de comunh\u00e3o, discuss\u00e3o dos rumos, afina\u00e7\u00e3o da \u201corquestra\u201d paroquial.<\/p>\n<p>O trabalho de coordena\u00e7\u00e3o pastoral \u00e9 feito pelos CPPs, CPS e CDP, pelas coordena\u00e7\u00f5es das pastorais espec\u00edficas e dos movimentos (a n\u00edvel paroquial, setorial e diocesano), juntamente com os padres e o bispo. \u00a0Em cada conselho ou \u00a0coordena\u00e7\u00e3o de alguma pastoral ou movimento, deve haver uma equipe de coordena\u00e7\u00e3o para encaminhar os trabalhos do Conselho, preparar as reuni\u00f5es etc. Cada a\u00e7\u00e3o pastoral precisa ser acompanhada e avaliada.<\/p>\n<p>Fonte: Site paroquiacristoredentor.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 A\u00e7\u00e3o Pastoral? 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